Modelos de Homem, Teoria Administrativa e Homem Parentético

Não é novidade o fato de que o tempo passa. E conforme as gerações se sucedem, alguns costumes morrem, outras tradições são mantidas. O homem muda, a sociedade muda, os métodos e relações de trabalho também tendem a seguir essas mudanças. A administração, seja ela considerada como ciência ou arte, sofreu profundas transformações desde que foi oficialmente instituída a partir de Henry Ford, instaurando a Teoria Clássica da Administração. Convém, contudo, aqui salientar que, qualquer mudança ocorrida na administração, decorreu da mudança que ocorre na própria sociedade e nas pessoas, pois a empresa é formada por pessoas.

As pessoas são alma da organização, essa não existe sem aquela e ambas formam uma aliança inseparável. Por este fato, volto a dizer que, as mudanças ocorridas dentro da estrutura organizacional decorram de fatos da sociedade, de novas formas de pensar e de viver. Este presente texto visa à singela análise das concepções de homem dentro das empresas nas mais diferentes Teorias Administrativas. Aqui também será analisado o quanto o homem parentético se assemelha e difere de cada concepção de homem, dos tempos mais remotos até os dias atuais.

Instaurou-se a Teoria Clássica, Taylor, Ford e Fayol, principais teóricos da Administração Científica e autores da teoria Clássica da Administração, não seriam tolerados pelo homem parentético, em hipótese alguma. A forma como viam a fábrica, a organização, e o trabalhador eram altamente rudimentares e desumanas. Suas teorias floresceram numa época muito propícia, Após a Revolução industrial, com todo o mundo ansiando por consumir o que vinha das fábricas. Seus objetivos principais era o aumento da eficiência, uma verdadeira Teoria da Máquina, que julgava tinha a ilusão de que “a determinadas ações ou causas decorrerão certamente determinados efeitos ou conseqüências dentro de uma correlação razoável”(CHIAVENATO, 1936). Todos os esforços eram voltados para a produção e para a concepção de que o homem era apenas algo acessório à máquina. Nesse contexto nasce o conhecido homem economicus, homem visto apenas como trabalhador, produtor e consumidor. Homem esse que trabalha apenas para se sustentar não vendo satisfação alguma em tarefas super-simplificas, altamente especializadas e penosamente repetitivas. Muito diferente do homem parentético, esse visionário que jamais, em tempo algum, trabalharia somente por dinheiro. Ele trabalha por satisfação pessoal, satisfação essa que jamais seria alcançada num ambiente de trabalho que nunca lhe propunha desafios e limites a superar. Esse homem da teoria clássica, não tem chance, nem capacidade de se por em suspenso, olhando a sociedade como se dela não fizesse parte, a fim de criticá-la, como um bom parentético faria.

Depois da teoria humanística, que se preocupava com o esmagamento do homem nas organizações, temos um novo tipo de pensamento que vem para “colocar as coisas nos seus devidos lugares”(CHIAVENATO, 1936). E nesse clima surge a Teoria Neoclássica da Administração. Altamente focada nos objetivos, com estilos de liderança voltados para os resultados, promovia a descentralização das decisões e a divisão e especialização dos departamentos da empresa. Todas essas idéias apoiavam-se numa incessante busca pela perfeição para o aumento da produtividade. Chegou-se a conclusão de que o trabalho deveria limitar-se a uma única tarefa simples e repetitiva. Para um parentético, submeter-se a tais condições de trabalho seria como matar e negar seus valores de liberdade e livre-expressão. Ele se mantém suspenso, consegue psicologicamente sair de sua sociedade para assim poder enxergar que, imposições que nada lhe acrescentam como pessoa, não podem ser acatadas com o silêncio e a obediência cega. Esse fato limitava muito os operários que se viam presos a um regime de produção que esmagava sua auto-estima e não lhe dava perspectivas de mudanças. Assim, o operário pedia a liberdade e iniciativa.

O professor e pesquisador Paulo Emílio Martins, em seu artigo “O executivo como administrador de Talentos”,(1993), enfoca que, por conta da crescente conscientização dos trabalhadores da não necessidade de se produzir para suprir necessidades básicas, mas para ostentar luxos que acabarão por nos destruir, além de fatores como a crescente informatização da produção que acabará por gerar desemprego em massa, dentre outros fatores, exige uma nova forma de conceber o empregado. O trabalho adquirirá mais originalidade pois as pessoas compreendem sua existência, tem senso de responsabilidade. Agora a tendência é que os objetivos da corporação e os pessoais estejam em harmonia para que a necessidade de auto-realização – a mais alta na pirâmide das necessidades de Maslow – seja perfeitamente atendida. O desenvolvimento integral desse trabalhador será alcançado na medida em que o executivo enfrentar “o desafio de contribuir para a formação de um ser participativo, consciente da responsabilidade pelo mundo que irá transmitir aos seus pósteros: íntegro universal e criativo”(MARTINS,1993). O homem parentético e o descrito pelo pesquisador, tem, dentre outros pontos em comum, a consciência de que pode trabalhar para ser feliz, que não é mais obrigado a viver preso em regras que para ele não fazem sentido, por conta do arcaísmo de seus princípios. Cabe ao administrador ser o gerador de desenvolvimento dos empregados, ou autor de políticas que tragam cada vez mais a libertação em comunhão.

Henry Mintzberg também discorre sobre a função do gerente nos dias atuais, no seu artigo “A função do gerente” de 1975. Após diversas pesquisas criou o modelo dos três níveis de ação evocativa do executivo: o nível da informação, nível pessoal e nível de ação. Dentre esses níveis se dividem as tarefas do administrador: a comunicação, o controle, a influência, a articulação e o fazer. A comunicação é um grande poder do administrador que, por conta de seu prestígio tem acesso a informações estratégicas obtidas em conversas, ou outras formas, e que não estão nos arquivos da empresa. Cabe a ele comunicá-las aos membros da empresa para que estes possam executar as funções. Ele também tem a função de controlar como as informações comunicadas afetarão as empresa e até que ponto ela pode influenciar o comportamento das pessoas. A articulação que descreve o gestor como “tanto um expoente de sua influência fora da unidade e, por seu turno, um receptor de grande parte da influência exercida pelo lado de fora.” Eles são o elo entre o ambiente interno e o ambiente externo da empresa. O fazer, se refere ao momento que o administrador não mais delega funções ou autoriza uma decisão, mas participa ativamente de um processo. Esse seria o trabalho administrativo abrangente, e cujo fim é assim sintetizado pelo autor:

“Observe um gerente e você verá uma pessoa cujo trabalho consiste em quase que exclusivamente falar e ouvir , além de, é claro, observar e sentir.”

Em muitos pontos o administrador descrito por Mintzberg se assemelha ao parentético. Ele influencia o meio em que trabalha, em que vive, é dinâmico, flexível, compreende que o meio externo influi positiva ou negativamente no desempenho de sua organização.

Vários tipos de homem foram necessários às organizações nas diferentes épocas, nas diferentes teorias. Cada um foi importante pois desempenharam o papel ideal para que ela se desenvolvesse da forma mais plena e aceitável de seu tempo. O homem parentético é importante na nossa geração pois nos tirará da alienação e nos trará para o mundo onde as idéias são livres, e o mundo é livre, para ele ser o melhor que puder ser.

Bibliografia

  • Chiavenato, Idalberto. Teoria geral da administração. 5 Edição. São Paulo: Makron Books, 1997.
  • Martins, Paulo Emílio Matos. O executivo como um administrador de talentos.
  • Ramos, Alberto Guerreiro. Modelos de homem e teoria administrativa.
  • Mintzberg, Henry. A função do gerente.

 

Published in: on 23 de dezembro de 2010 at 0:46  Deixe um comentário  

Cantigas de Amigo

Na época medieval, a mulher não tinha voz e não tinha vez. Era tida socialmente apenas como a geradora de filhos, de preferência saudáveis e bonitos, e era usada como meio de troca nos casamentos. Com a influência da Igreja, os homens a viam como seres perigosos, representantes da diferença de sexos, por isso, tinham liberdade e justificativa para cometerem contra elas todo tipo de injúrias. Contudo apesar, disso, as mulheres eram a base das famílias, pois os homens frequentemente saíam à peleja contra os mouros. Da fusão entre a poesia pré-trovadoresca que rondava as ruas ibéricas com a poesia de Provença, surge a mais original forma de expressão literária portuguesa: as cantigas de amigo.

Nas cantigas de amigo, o homem fala como se fosse uma mulher, posto que o eu-lírico é feminino. Nessa época, as mulheres não podiam se expor na sociedade, tampouco tinham acesso à leitura e a escrita. Nessas cantigas, as mulheres, sempre donzelas, cantam o amor ao namorado -que chamam de amigo-, reclamam dor da sua ausência -já que este estava envolvido em guerras- relatam ciúmes, o sentimento de vingança, a ansiedade pela chegada do amado, os diversos estágios do namoro. O amigo geralmente estava ausente, e a donzela, dialogava com a mãe, que tentava convencer a filha a não se entregar a paixão, simbolizando os dogmas da sociedade. Dialogava também com as amigas, a madre, e com a natureza, que assumia um caráter personificado, que por vezes, respondia à donzela. As cantigas relatam as primeiras histórias de amor dessas donzelas. Um amor mais carnal, passível de ser realizado, já que em algumas se relata que a moça se entrega ao amado, sem culpa ou receios. As cantigas de amigo são inspiradas na vida popular e rural, e destinavam-se, originalmente, ao canto e ao bailado. Retratam a mulher do povo, já que a dama da corte jamais poderia exprimir de tal forma, seus desejos mais intensos em relação ao amor e a paixão, tão censurados e recriminados na Idade Média.

As cantigas de amigo têm uma estrutura muito formalizada e rígida que se baseia na repetição, pois eram para ser cantadas e a repetição facilitava a memorização. Os elementos característicos são:

  • Paralelismos: repetição da mesma ideia em duas estrofes sucessivas nas que só mudam as palavras finais de cada verso ou a ordem delas, com o que varia a rima.
  • Leixa-prén: repetição dos segundos versos de um par de estrofes como primeiros versos do par seguinte, o que acentua o paralelismo entre as estrofes que o possuem.
  • Refrão: verso ou versos repetidos ao final de cada estrofe.

Subgêneros de Cantigas de Amigo:

  • Albas: cantigas que saudam o nascer do sol;
  • Serenas: falam da tarde, do pôr-do-sol;
  • Barcarolas: que relembram os dramas nos mares;
  • Romarias: cantigas para as cerimônias religiosas.

Exemplo de Cantiga de Amigo

D.Afonso Sanches

Dizia la fremosinha

“al, deus , vai

Com ‘estou  d’amor ferida!

Diazia la bem talhada:

“ai deus, vai”

Com ‘estou d’amor coirada!

Ai, deus , vai

Com ‘estou d’amor ferida!

“Ai, deus, vai!”

Nom vem o que bem queria!

Ai, deus, vai!

Com ‘estou d’amor coitada!

“Ai, deus, vai!”

Nom vem o que muit’amaval!

“Ai, deus, vai”

 In Elsa Gonçalves. A lírica galego-portuguesa. Lisboa. Editorial comunicação, 1983. 


Vocabulário:

fremosinha – formosinha;

ai, Deus, vai! – ai, valha-me Deus!; ai, Deus me ajude!;

bem talhada – bem feita, elegante, bonita;

coitada – infeliz, cheia de sofrimento amoroso.

Published in: on 12 de janeiro de 2010 at 16:55  Deixe um comentário  

As enfermidades de Baudelaire e Dostoievski e suas Influências

Ana Paula Araújo dos Santos

A importância dos escritores como Baudelaire e Dostoievski para nossa sociedade é algo inegável. Estes dois se sobressaíram em suas determinadas épocas e suas obras foram avidamente lidas e elogiadas pelo público, até mesmo hoje constituem leituras praticamente obrigatórias e marcantes apesar do tempo passado.

O que Proust e Freud fizeram em seu texto não foi pôr em xeque a importância dos autores, mas sim apresentar um estudo mais aprofundado sobre eles que esclarecesse alguns valores tanto de suas personalidades quanto de suas obras.

Enquanto Proust procura explicar alguns pontos de da literatura de Baudelaire através da afasia sofrida pelo escritor, Froid reflete sobre os sintomas da histeria que acompanhou Dostoievski por toda a sua vida. É preciso, primeiramente, que se tenha uma ideia das enfermidades tratadas para melhor entender as consequências delas em seus enfermos.  Baudelaire sofreu de afasia, que é uma deteriorização da função da linguagem causada por um AVC, tumores, doenças degenerativas, acidentes, intoxicações ou por epilepsia. A afasia compromete a fala, tornando difícil a nominalização de pessoas ou objetos e levando a circunlóquios e utilização de nomes como “coisa” ou “aquilo”.

Já a histeria é uma neurose causada por uma instabilidade emocional que se manifesta em sintomas físicos como cegueira, surdez e paralisia entre outros sintomas. O neurótico histérico não é capaz de controlar sua vida mental, extravasar sua excitação e isso faz com que ele perca o controle do próprio corpo.

Estas duas doenças atingiram de tal forma os escritores estudados que refletiram consideravelmente em suas obras, por isso, para uma melhor interpretação de Baudelaire e Dostoievski, somos obrigados a levar em conta a influência dessas enfermidades.

Parece injusto que o escritor que tanto prezou pela sonoridade e tão bem escolheu as palavras e rimas para os poemas, de modo a influenciar a criação do Simbolismo, tenha sofrido de uma doença que lhe prejudicasse de modo irreversível a fala e a escrita. Proust afirma, contudo, que apenas o fato de ser ameaçado pela afasia permitiu ao escritor discorrer de forma tão naturalmente intensa sobre a morte. De outro modo, ele afirma, “tratar-se-ia de uma ‘antecipação’”. É fato que, quanto mais realista for a literatura, mais bem compreendida e melhor aceita ela será pelos seus leitores. O sentimento mais próximo do real causa uma identificação maior naquele que lê.

Sobretudo, os temas de Baudelaire são, em sua maioria, temas polêmicos tratados com a maior sutileza – da morte ao lesbianismo.  Inclusive a morte é uma das maiores dúvidas (se não a maior) do ser humano. Para se falar dela é necessário muito cuidado ou mesmo uma proximidade – como no caso de Baudelaire para que haja uma identificação com o tema e não uma repulsa. Sendo assim, não há quem não consiga se identificar com o tema tão próximo e tão comum tratado com tanta fluidez.

Proust, valendo-se da sinceridade e naturalidade reconhecida nos poemas de Baudelaire o compara a outro grande nome da Literatura universal, o escritor Victor Hugo que, segundo o intérprete, jamais poderia ter sido tão brilhante ao tratar sobre a morte, como Baudelaire fora. Isso justamente porque em Baudelaire a morte foi um tema muito próximo, enquanto Hugo, por mais que o retratasse, seria apenas como suposição daquilo que seria a morte ou os estado muito próximos dela.

Contudo, devemos reconhecer que temas tão mórbidos quanto os tratados por Baudelaire podem facilmente causar repulsa em certas pessoas, ou não acostumadas com o tema, ou que não desejam se acostumar a ele. É perfeitamente plausível que a morte provoque medo e horror nas pessoas, sobretudo, o falar sobre ela. Devemos admitir que nem para todos os leitores as reflexões de um tema tão forte podem chamar atenção e Baudelaire vale-se deste tema freqüentemente, tornando As flores do mal um livro místico e sombrio.

Mas eis aí o brilhantismo de Baudelaire, onde sua doença abriu caminhos para falar de um tema tão próximo do escritor. Não se pode agradar a todos os críticos, a todos os leitores; enfim, deve-se escrever não apenas aquilo que esperam, mas também aquilo que não esperam. Cada escritor, intimamente, trata daquilo que mais o fascina – no caso de Baudelaire, a morte, a marginalização, o lesbianismo. A identificação do público é uma conseqüência. Não se pode agradar a todos. Talvez por isso Baudelaire tenha sido reconhecido devidamente somente após sua morte, mas nem por esse fato deixou de figurar (como figura até hoje) entre os maiores poetas franceses.

Já Freud trata Dostoevski como um paciente, ele procura entender a personalidade do escritor à luz da psicanálise. Dostoevski reconhecia em si mesmo uma enfermidade que classificava como epilepsia, causadora de freqüentes crises desde quando ainda era criança. Freud classifica as “reações epilépticas” como oriundas de uma doença psicológica mais forte, a neurose, que foi responsável, inclusive, por condenar Dostoevski a um fracasso, pois ele poderia ter oferecido ainda mais à sociedade se não fossem os traumas não superados.

Apesar da hipótese, de Freud, ele reconhece que mesmo sofrendo tal enfermidade, Dostoievski foi um autor quase tão brilhante quanto Shakespeare e até mesmo diz que “diante do artista criador, a análise [...] tem de depor suas armas”.

A personalidade de Dostoievski descrita pro Freud é a de uma pessoa que não superou o complexo de Édipo desde a infância, ou seja, a figura do pai severo que o atormentou continuou atormentando-o durante toda a sua vida. Essa é a chave para a neurose de Dostoievski, o trauma do pai severo tornou-o sado-masoquista e com homossexualismo latente, além de ter nutrido dentro dele um ódio pelo caráter do pai a ponto de despertar o desejo de cometer o crime do parricídio. Só diferenciamos Dostoevski de um criminoso porque em suas características distinguia-se elementos puramente passionais.

Todos estes traços da personalidade estranha e complexa de Dostoievski estão, de alguma forma, ligados à obra do escritor. A dependência e o medo do pai autoritário levaram-no a sujeitar-se também ao czar – pois nele via representado a figura paterna, negando a crítica ao governo que até então defendia. Alguns de seus personagens demonstram um homossexualismo reprimido e instintos intensos como o do próprio escritor. Sobretudo, quase que numa confissão, Dostoevski trata do parricídio em Irmãos Karamazov.

Na sua maior obra, o autor realiza aquilo que na vida não fez. Dentre os três irmãos personagens de Irmãos Karamazov Dostoievski se retrata em um, atribuindo-lhe sua doença epilética. Justo esse personagem é o escolhido para cometer o crime contra o pai. Como explica Freud, é “como se estivesse procurando confessar que o epiléptico, o neurótico, nele próprio, era um parricida”.

Dostoievski eleva esse filho criminoso à posição de redentor. Em uma das cenas até mesmo uma autoridade clerical mostra-se submetida ao neurótico parricida. Ora, mas esta admiração pelos criminosos não parece saudável para a sociedade. Quem que, em algum momento de sua vida, contrariado ou irado, nunca pensou em cometer um assassinato contra outro? E se todos nós fôssemos levados por este instinto, o que seria de nossa sociedade?

Além desse fato, devemos atentar para a natureza da doença sofrida pelo escritor russo. Sua personalidade estranhamente complexa, agravada pela doença é refletida em sal obra. Os ataques epiléticos que aconteciam com freqüência poderiam ter comprometido sua intelectualidade como é comum nesses casos?

Para estas duas fortes objeções que podem surgir, encontram-se as respostas na própria leitura. Dostoievski não foi o primeiro nem o último doente cujos fortes sentimentos provocaram pensamentos criminosos, deste modo e infelizmente, o crime do parricídio já existia e continua existindo em todo lugar. Dostoevski de modo algum quis influenciar a sociedade, apenas procurou explicar os sentimentos que por muito tempo estavam dentro dele. A grandeza de sua obra se dá justamente pela veracidade dos seus personagens, na reflexão que eles provocam e no modo como aquela situação é cotidiana.

Sobre a degradação mental, Freud afirma que há “pelo menos um caso (o de Helmholtz) em que a moléstia não interferiu na mais elevada realização intelectual”.

O que devemos admitir, por fim, após todas estas reflexões, é que nem todos os problemas patológicos puderam aplacar a grandiosidade do talento dos escritores estudados, pelo contrário, permitiram-lhe acentuar suas grandes obras com a realidade escrita através dos sentimentos de quem já passou por ela.

Published in: on 12 de janeiro de 2010 at 16:48  Deixe um comentário  

Cantigas de Amor

Suserania e vassalagem, o reflexo de uma sociedade injusta, feudal. Assim são as canções de amor. O tema central da canção é o amor como sentimento profundo de alma, puro. Essas canções eram escritas por homens e tinham eu-lírico masculino. Nas canções o homem retrata seu amor por uma dama da corte, de uma classe social superior a sua, o que tornava o amor impossível de ser alcançado. Em outros casos, a dama era casada, e tudo o que ele não queria era manchar a reputação de sua amada. Ao contrário de muitos amores atuais, o amante jamais faria algo para danificar a imagem de sua amada na busca pelo seu prazer. Observamos nestas canções, o amor vassalo, onde o apaixonado sente-se e apresenta-se como servo de sua “senhor”(as palavras terminadas em or no galego-português não tinham feminino). Nas canções podem aparecer três pessoas: o eu – lírico, sua “senhor”, a dama da corte, e o antagonista, aquele que já a havia levado para si. O amor cortês, separado da carnalidade, mas com fundamentos da espiritualidade, era o tema das canções. Contudo, o poeta idealizava a dama, tratando-a como algo inatingível e incapaz de ser alcançado, por mais que este se esforçasse. Ela não pode corresponder, dando-lhe um “ben” , que seria consumação deste amor, o poder estar com sua amada. Esse bem nunca é alcançado e o que vemos é que o eu-lírico sente-se um coitado, arrasado pelo desprezo e pela impossibilidade de amar. Este traço é muito presente nas canções de amor portuguesas, e é chamado de “coita”, que é o sofrer por amor. Em contrapartida, a dama está sempre acima dele, perfeita e inabalável. O ambiente das canções é provençal. O amor, o sentimento era avivado assim que o homem via a dama, era a visão que deflagrava este amor, e a oportunidade de vê-la, era muitas vezes atribuída a Deus. Em alguns casos, o eu-lírico, nutria-se da “coita”, o sofrimento de amar, para ele, não era um peso sofrer por amor, muitas vezes era até um incentivo para viver, e poder ver e continuar amando.

Exemplo de Cantiga de Amor

Quer’eu em maneira de proença!
fazer agora um cantar d’amor
e querrei muit’i loar lmia senhor
a que prez nem fremosura nom fal,
nem bondade; e mais vos direi ém:
tanto a fez Deus comprida de bem
que mais que todas las do mundo val.
Ca mia senhor quizo Deus fazer tal,
quando a faz, que a fez sabedord
e todo bem e de mui gram valor,
e com tod’est[o] é mui comunal
ali u deve; er deu-lhi bom sém,
e desi nom lhi fez pouco de bem
quando nom quis lh’outra
foss’igual
Ca mia senhor nunca Deus pôs mal,
mais pôs i prez e beldad’e loor
e falar mui bem, e riir melhor
que outra molher; desi é leal
muit’, e por esto nom sei oj’eu quem
possa compridamente no seu bem
falar, ca nom á, tra-lo seu bem, al.

D. Dinis

Nesta canção, podemos observar várias características, muitas já citadas acima: o ambiente palaciano, a voz masculina, a submissão excessiva amorosa, a exaltação das qualidades da dama e o fato dela ser incomparável com outras mulheres, pois Deus a fez perfeita e nenhuma outra é igual a ela.

Published in: on 12 de janeiro de 2010 at 1:29  Deixe um comentário  

A Poesia Medieval: As Cantigas

Não muito longe dos monastérios, desenvolveu-se uma forma heróica e ingênua de literatura. Heróica, pelo fato de contar as grandes batalhas e vitórias dos reis, a poesia épica, e a poesia lírica dos trovadores. Esta se desenvolve na França, grande centro cultural vivendo um bom estado na economia de Provença. No entanto, em Portugal, tínhamos uma forma singular e espetacular de literatura, a mais simples e pura expressão da época: as cantigas de amigo, que eram cantadas em galaico-português pelos trovadores. A cantiga de amigo tem o eu-lírico feminino, e sua temática era o amor da amada pelo namorado, a natureza. Contudo, vários fatores fizeram com que a influência provençal chegasse até as cantigas de Portugal:

  • Vários reis portugueses casaram-se com donzelas de Provença, que traziam consigo seus trovadores;
  • As romarias religiosas aos santuários, faziam com que vários povos se confraternizassem culturalmente; e
  • O intercâmbio de várias espécies entre França e Portugal, relações comerciais, vida comum entre cruzados, príncipes e cortesãos.

Além disso, após a volta de D Afonso III da França, ele traz consigo o gosto pela poesia provençal, que ao invés de falar das alvoradas, romarias, fala do amor cortês, as Cantigas de Amor. A partir de então, com a fusão destas influências, criou-se em Portugal uma nova forma poética.

A poesia dessa época é totalmente oral e cantada. Nesta época, cultivavam a poesia: trovadores (em geral nobres que faziam trovas), segréis (profissionais, que as faziam como meio de vida, classe intermediária entre trovador e jogral), jograis (declamadores de canções alheias, autores de origem humilde), os menestréis (nome dado aos músicos da corte) Os trovadores eram os compositores de origem nobre, já os de origem pobre eram os jograis. Não era incomum vermos nas ruas da Idade Média, jograis com vários músicos e vários instrumentos, dentre os quais, alaúde, flauta, lira, harpa que cantavam a letra e música composta pelos trovadores, de onde vem o nome do Movimento Literário, Trovadorismo.

A língua usada era o galaico-português, a língua falada durante a Idade MédiaPortugal e da Galiza, (Espanha), da qual as atuais línguas portuguesa e galega descendem.

A primeira cantiga de que se tem registro é Ora faz ost´o senhor de Navarra, escárnio político do português João Soares de Paiva, datada por volta de 1196 ou 1198. Por volta de 1189 – 1198 é composta a Canção da Ribeirinha, dedicada a D. Maria Paes Ribeiro, por Paio Soares de Taiverós. Este é o marco inicial do Trovadorismo português, embora essa cultura já fosse dantes cultivada.

Os principais trovadores foram:

  • Afonso Sanches
  • Aires Corpancho
  • Aires Nunes
  • Bernardo Bonaval
  • Dom Dinis I de Portugal
  • D. Pedro, Conde de Barcelos
  • João Garcia de Guilhade
  • João Soares de Paiva ou João Soares de Pávia
  • João Zorro
  • Paio Gomes Charinho
  • Paio Soares de Taveirós (Cantiga da Garvaia)
  • Meendinho
  • Martim Codax
  • Nuno Fernandes Torneol
  • Guilherme IX, Duque da Aquitânia
  • Pedro III de Aragão

A partir do século XII, as cantigas (cantigas de amigo, cantigas de amor, cantigas de escárnio e de maldizer) começaram a ser escritas em pergaminhos e reunidas em cancioneiros. Os cancioneiros formavam verdadeiros livros, dentre os quais chegaram aos dias atuais:

  • Cancioneiro da Vaticana
  • Cancioneiro Colocci-Brancuti
  • Cancioneiro da Ajuda

As cantigas dividem-se em:

Líricas:

  • De amor;
  • De Amigo;

Satíricas:

  • De Escárnio;
  • De Maldizer.


Published in: on 11 de janeiro de 2010 at 22:31  Deixe um comentário  

Há esperança pra você…

Clip da Música - Cheiro das Águas, Diante do Trono. 

Como é bom amar o Senhor, e saber que nunca estamos sós. Mesmo nos momentos mais difíceis, o SENHOR está conosco. Saiba que o SENHOR, conhece o seu coração. Foi Ele quem te formou, foi quem te criou, para o louvor da sua glória. E às vezes você pode pensar:” – Mas…será que Deus realmente me ama? Será que Ele realmente me vê, assim como eu estou agora?” Talvez, tão sujo pela lama do pecado, ferido pelas circunstâncias da vida. Jó foi um homem que sofreu muito, e no capítulo 14 versículo 9 do livro de Jó diz, que há esperança para a árvore, pois ainda cortada, ainda que no chão seu tronco de velho venha morrer…ao cheiro das águas brotará, e dará fruto como planta nova, os seus ramos se renovarão. Há esperança pra você querido, você é amado de Deus.

“Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.Se envelhecer na terra a sua raiz, e o seu tronco morrer no pó, ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta.” Jó 14. 7-9





Published in: on 11 de janeiro de 2010 at 3:49  Deixe um comentário  
Tags: , ,

Não espere

Achei esse testo muito interessante… gostaria de compartilhar com todos vocês.


Não espere um sorriso para ser gentil.

Não espere ser amado para amar.

Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está do seu lado.

Não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante para você.

Não espere a queda para lembrar-se do conselho.

Não espere a enfermidade para reconhecer quão frágil é a vida.

Não espere ter dinheiro aos montes para então contribuir.

Não espere por pessoas perfeitas para então se apaixonar.

Não espere a mágoa para pedir perdão.

Não espere a separação para buscar a reconciliação.

Não espere elogios para acreditar em si mesmo.

Não espere a dor para acreditar em oração.

Não espere o dia de sua morte sem antes amar a vida.

Seja sempre você, autêntico e único.

Published in: on 11 de janeiro de 2010 at 3:38  Deixe um comentário  

A Cultura que Anula a Utopia

O perigo está em chegar a persuadir-se de que as suas convicções eram sonhos, em perder o amor às utopias.

Júlio Diniz

O homem vive de razão e sobrevive de sonhos.
François de La Rochefoucauld

Qualquer um de nós, até mesmo os mais céticos ou conformados com a vida, tem sonhos. Ah… os sonhos! São a mola propulsora das grandes transformações. Toda grande idéia parte de um sonho. E por estes sonhos, pessoas empreendem todas as suas forças em busca de seus ideais, sem se deixar abater pelas circunstâncias adversas.

Entretanto, um fenômeno global está ocorrendo. Nossas crianças e jovens tem seus sonhos dia após dia esmagados e triturados em nossa sociedade. A atual conjectura social, política e econômica tem favorecido ao conformismo em demasia por parte daqueles que deveriam revolucionar nossas estruturas, abalar o nosso modo de pensar e ver o mundo no qual vivemos. Nossa cultura moderna tem criado verdadeiros robôs, máquinas programadas para trabalhar, diferente do que aconteceu na Revolução Industrial -como multitarefa e múltiplos conhecimentos. Porém, ainda assim, formamos seres manipulados pelo modo de pensar que alguns acham ser o mais convincente. Para o nosso trabalho, adotaremos a definição de cultura defendida pela antropologia, como afirmam Kluckhohn e Kelly

A cultura é um sistema historicamente derivado de intenções explícitas de viver, que tende a ser partilhado por todos os membros de um grupo, ou pelos membros especialmente designados.

Ou como afirma Margaret Mead:

A cultura significa todo complexo de comportamento tradicional que foi desenvolvido por cada raça humana e é sucessivamente aprendido por cada geração.

Como pudemos observar nos conceitos acima citados, a cultura de que tratamos aqui, são os valores passados de geração em geração, algo que deve ser “aprendido, partilhado e adquirido”.

Crianças sonham em poder voar. Crianças constroem para si, castelos de areia. Crianças pensam que todos são bons. Até que a nossa cultura, arrogantemente, destrói seus sonhos, sua utopia. Ao chegar na idade madura, muitos lembram que queriam ser pintores, artistas, engenheiros, mas seus sonhos se frustraram. Recordam que queriam transformar o mundo, mas foram sufocados pelo preconceito da sociedade.

A cultura modela o pensamento e nos diz que não. Você nasceu e vai morrer pobre. Os políticos são corruptos e você… nada pode fazer para mudar isso. Os ricos mandam, os pobres calam. As mulheres serão sempre inferiores aos homens. A tradição nos ensina exatamente isso. A cultura nos deixa parados no lugar onde estamos.  E a utopia? Nos leva a lugar algum. Isso mesmo, analisando a origem da palavra sabemos que utopia significa literalmente “lugar nenhum”.

A utopia vem como um escape à vida cotidiana, ao sistema e padrões vigentes, porém é um sonho irrealizável. É um ideal que antecipa o amanhã. Ela é um sonho ideal, que muitas vezes tem-se certeza de que não se pode realizar. Contudo, a utopia pode até não te levar a lugar algum, mas te faz sair do lugar onde você está.

A utopia dos socialistas, que buscavam uma sociedade igualitária, nunca chegou de fato a acontecer, mas trouxe críticas profundas a um sistema que instituiu-se com todo vigor. A sociedade, como nos diz Marx, ainda não estava pronta para essa revolução:

“Ver-se-á então que há muito tempo o mundo possui o sonho de uma coisa da qual lhe falta a consciência para possuí-la realmente.”

O regime socialista, na sua forma mais pura, não pode ser concebido, era utópico, que aqui podemos usar como significado de impossível. Porém, o fato de ser impossível, não fez com que homens desistissem de lutar pelos seus ideais. Queriam uma sociedade justa, e lutaram por uma sociedade justa. Conseguiram, talvez, uma sociedade um pouco menos injusta. O que não tira o mérito destes homens, que saíram da sua posição de comodismo e lutaram por seus objetivos, mesmo sabendo que talvez nunca se concretizassem.

Diziam ser impossível o homem voar. Talvez, Santos Dumont tenha ouvido várias vezes: “-Ei…! Conforme-se! Você não é um passarinho. Coloque seus pés no chão.” Ele tinha seus pés no chão, mas a cabeça, nas nuvens.

Começamos a matar nossas mentes brilhantes, assim que elas vão para a escola. O governo diz que universalizou o ensino fundamental. Mas, somente quando as autoridades entenderem o sentido real da palavra fundamental, teremos mudanças qualitativas. Formamos seres incapazes de pensar por si próprios e levados pela maré da moda. Estão sempre insatisfeitos com o governo, mas anulam seus votos nas urnas, alegando falta de opção. Criticam o pai, a mãe, a escola, a sociedade, mas são incapazes de mudar suas próprias vidas. Onde estão os jovens contestadores? Onde está a representação juvenil na política? Não precisamos perguntar, onde foi parar, o espírito jovem que lutou contra a Ditadura Militar. A nossa cultura sucumbiu sonhos. E tem feito isto dia após dia.

Na cultura moderna, não há lugar para a utopia. Mas, felizmente, alguns ainda não descobriram isso, ou apenas ignoram este fato, tornando seus sonhos em realidade, mudando seu histórico de vida e mudando vidas ao seu redor. Ainda procuram pela terra sem males… pelo Palmares da liberdade, ou quem sabe, por um novo homem. Pessoas que ainda acreditam numa sociedade mais justa e um mundo onde haja paz. Que abalarão sistemas, sem se ajustar aos moldes socialmente impostos, e que, talvez, mudarão para sempre a história do mundo.

Para finalizar, transcrevemos o trecho de uma música que incita a utopia e os sonhos, a despeito de nossa cultura vigente.

Se você construiu uma vida toda
Algo que o vento vem levar…
Construa mesmo assim.

Se o sonho é distante e você nunca sabe
Se ele um dia vai realizar;
Sonhe mesmo assim.

O mundo nunca dá motivos pra se acreditar
Que as coisas vão um dia melhorar.
Creia mesmo assim.

Anderson Freire, Pedro Bracconot

Bibliografia

SCHELLING, Vivian. “O Conceito de Cultura” in A Presença do Povo na Cultura Brasileira. São Paulo: Unicamp, 1990.

ABENSOR, Miguel. “A História da Utopia e o destino de sua Crítica”

GEERTZ, Clifford. “O Impacto do Conceito de Cultura Sobre o Conceito de Homem” in A interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

Páginas da Web:

pedrobondaczuk.blogspot.com/2006/12/origem-do-conceito-de-utopia.html

http://www.knoow.net/ciencsociaishuman/filosofia/utopia.htm

pt.wikipedia.org/wiki/Utopia

Published in: on 11 de janeiro de 2010 at 3:30  Deixe um comentário  
Tags: ,

Contexto Histórico do Trovadorismo

A sociedade, economia e política na era da Cultura Medieval


  • O Feudalismo

O feudalismo foi a forma de organização vigente durante o período medieval, não só em Portugal, mas em toda a Europa. Regido por rígidos princípios de suserania e vassalagem, o feudalismo dividia a sociedade em senhores feudais e os vassalos. O poder estava descentralizado, pois em cada feudo a autoridade suprema era o senhor feudal, que criava leis, impostos e moedas próprias. Os vassalos trabalhavam nas terras do senhor feudal, da qual não podiam se desvencilhar, garantindo-lhe assim o sustento. O próprio rei concedia terras aos senhores feudais afim de estes a explorassem. Assim, o poder era dividido entre os senhores feudais e o rei. A pequena elite era formada por grandes senhores de terra e pelo alto clero.

  • Um pouco mais sobre a sociedade

A época das primeiras composições medievais coincide com a Reconquista da Península Ibérica. Durante a Idade Média ela era ocupada pelos árabes que foram sendo expulsos pouco a pouco até que em 1249, Afonso III retoma o sul do país, expulsando definitivamente os mouros de Portugal.  Nesse período, mudar de classe social era praticamente impossível e o domínio do saber era restringido ao clero. Os centros de conhecimento eram os monastérios e outras instituições religiosas detinham o saber da época. A população em geral não sabia ler e escrever e até mesmo os reis eram analfabetos. Por isso, a literatura que viria se desenvolver neste contexto foi oral.

  • Religião

A vida do homem medieval era norteada por rígidos princípios de moral e conduta disseminados pela Igreja. Todos os fatos e todos os valores eram regidos em torno de Deus, por isso essa época é considerada como Teocêntrica. A salvação da alma era tema central da e foco da vida do homem. Procissões, romarias eram muito comuns nesse período e as artes refletiam esse sentimento teocêntrico.

Published in: on 6 de janeiro de 2010 at 21:29  Deixe um comentário  

Conheça seu novo amigo, o Só um Help!

Olá amigos e amigas, tudo bem?


Esse que vos fala é uma estudante que, como todos os demais estudantes, sempre precisou fazer pesquisas e mais pesquisas para a escola ou faculdade. Embora tenhamos uma enorme oferta de conteúdo na internet, muitas vezes os assuntos sao abordados de forma superficial ou sintetizada. O Só um Help! nasce com a proposta de trazer conteúdos de várias áreas do conhecimento pro nosso blog, publicação de pesquisas pessoais e trabalhos nossos da faculdade. Creio que eles poderão ajudar muitos alunos do Ensino Médio e Fundamental. Cabe lembrar que aceitamos sugestões de novas pesquisas, ou indicação de sites e livros nos quais possamos fazer nossas pesquisas.


Esperamos que seja de grande utilidade a todos!

O Só um Help! agradece a preferência e deseja a todos, um bom dia!!

Published in: on 6 de janeiro de 2010 at 16:04  Deixe um comentário  
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.